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Nem árvore, nem cactus...
Às vezes, é preciso parar e viver a maior de todas as brincadeiras: descobrir quem se é. Deixar o que está dentro virar mundo e o que está mundo virar dentro.
A menina parou porque soube que era preciso deixar entrar a angústia da seca (que, na verdade, morou nela desde sempre). Mas, sem ter completado a espera, obrigou-se a partir. Recomeçou com passos indecisos e a seca foi andando por dentro, até virar espinho.
Muitas luas cheias depois, a menina entendeu o espinho se movendo sempre:ela não tinha parado o bastante. Então, meio Buda, ficou árvore e sentiu o estranhamento de raízes que não eram suas prendendo-a ao chão. O espinho andou mais fundo, mas ela sabia o que tinha de ser feito e permaneceu árvore. Ainda não era tempo de voltar a ter pernas.
Quando lembrou suas raízes e as sentiu crescer, bebeu novamente da vida, sabendo-se livre do espinho que não era ela.
Folhas recortadas em ponta, frescor úmido de parreiral, sorriso doce a ser degustado. Todo mundo sabe: quanto mais seca a terra, mais saboroso o vinho...
E a menina sabe também que já é tempo de criar pernas de novo...
obs: foto (infelizmente) retirada da net.
20/11/2009 Publicada por valzen
Às vezes, é preciso parar e viver a maior de todas as brincadeiras: descobrir quem se é. Deixar o que está dentro virar mundo e o que está mundo virar dentro.
A menina parou porque soube que era preciso deixar entrar a angústia da seca (que, na verdade, morou nela desde sempre). Mas, sem ter completado a espera, obrigou-se a partir. Recomeçou com passos indecisos e a seca foi andando por dentro, até virar espinho.
Muitas luas cheias depois, a menina entendeu o espinho se movendo sempre:ela não tinha parado o bastante. Então, meio Buda, ficou árvore e sentiu o estranhamento de raízes que não eram suas prendendo-a ao chão. O espinho andou mais fundo, mas ela sabia o que tinha de ser feito e permaneceu árvore. Ainda não era tempo de voltar a ter pernas.
Quando lembrou suas raízes e as sentiu crescer, bebeu novamente da vida, sabendo-se livre do espinho que não era ela.
Folhas recortadas em ponta, frescor úmido de parreiral, sorriso doce a ser degustado. Todo mundo sabe: quanto mais seca a terra, mais saboroso o vinho...
E a menina sabe também que já é tempo de criar pernas de novo...
obs: foto (infelizmente) retirada da net.
20/11/2009 Publicada por valzen
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com novas pernas que as caminhadas sejam bem vindas de mar e terra =)
20/11/2009 22:01
outra menina
jenniferpereira@gmail.com
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